segunda-feira, 20 de maio de 2013

INCLUSÃO DIGITAL


Projeto de Inclusão Digital através de Lan Houses

                O CDI LAN em parceria com a LAN HOUSE JARDIM promovem  

o Projeto de Inclusão Digital através de Lan Houses gratuitamente. O projeto visa reduzir o índice de analfabetismo digital, em especial junto à parcela da população que possui pouca ou nenhuma experiência de Informática, com o objetivo de permitir que esses cidadãos possam utilizar os recursos de um computador e da Internet.
Ao término do projeto, serão alfabetizados digitalmente cerca de 70 cidadãos por meio de um curso de Inclusão Digital, nas Lan Houses credenciadas. Dessa forma, espera-se que o Projeto de Inclusão Digital Através de Lan Houses possa contribuir para a elevação do nível de empregabilidade da população.

Resumo: O projeto de Inclusão Digital tem como objetivo ofertar cursos de informática básica para a comunidade e ser um nicho de pesquisa, para jovens, professores, alunos, qualquer cidadão na área da computação. O projeto objetiva a Inclusão Digital.


1. Justificativa:  A Inclusão Digital é um conceito que engloba as novas tecnologias da informação e comunicação, a educação, a participação, possibilitando a construção de uma cidadania criativa e empreendedora. A Inclusão Digital é um meio para promover a melhoria da qualidade de vida, garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e troca de informações. Para que um cidadão possa se tornar, nos dias atuais, uma pessoa crítica e empreendedora é preciso que ele tenha acesso não somente a educação, mas, também, as tecnologias da informação e comunicação (o computador, principalmente), pois estas permitem um acesso rápido e atualizado das informações. Além disso, essas tecnologias proporcionam ao cidadão acesso à educação, através de programas de educação à distância; permitem troca de informações, através da Internet; e a geração de conhecimento em comunidades virtuais. Mas, para que um cidadão possa realizar todas essas atividades, é necessário que o mesmo saiba interagir com a tecnologia mais popular e difundida nos dias atuais, o computador.         Por isso, muitos são os projetos de Inclusão Digital, a fim de construir uma sociedade mais homogenia em termos de educação e conhecimento digital. Através da alfabetização digital uma pessoa terá condições de selecionar informações na web, processar os dados, adquirir conhecimento e transmitir esses dados, fazendo uso disto para melhorar sua qualidade de vida.

Muitas são as vantagens dos Projetos de Inclusão Digital:
Ø  Redução do analfabetismo funcional e digital na sociedade;
Ø  Geração de novos conhecimentos;
Ø  Maior interação entre setores da sociedade;
Ø  Contribuir para uma melhor qualidade de vida, tornando a população economicamente ativa;
Ø  Estimular evolução do comércio eletrônico e os recursos que este disponibiliza;

2. Objetivos:
O projeto Inclusão Digital, proposto pelo CDI LAN em parceria com JARDIM LAN HOUSE tem como objetivos:

I.  Aos alunos do curso:
Ø  Oferecer aos alunos interessados, a oportunidade de elaborarem e desenvolverem, sob supervisão, cursos de informática básica dirigidos à comunidade;
Ø  Envolvimento dos alunos em projetos de Responsabilidade Social e a oportunidade de vivenciar na prática uma rica experiência profissional.

II. A comunidade:
Ø  Oferecer à comunidade um projeto de inclusão digital, através de cursos de informática de curta duração;
Ø  Contribuir para a diminuição da exclusão digital, que hoje é bastante expressiva em nossa sociedade;
Ø  Potencializar a oportunidade de emprego, das pessoas que participam do projeto, já que, em geral, um dos requisitos essenciais para uma vaga de emprego são conhecimentos de informática.

Com o Projeto Inclusão Digital é possível vivenciar várias experiências:
Ø  A importância e a possibilidade de transformar cidadãos responsáveis comprometidos com a sociedade; a conscientização sobre a importância de Projetos de Inclusão Digital; a oportunidade para os professores analisarem práticas pedagógicas de ensino de informática;
Ø  A contribuição para a socialização da tecnologia; a compreensão da verdadeira concepção de Inclusão Digital; e por fim aproximar as Instituições seja elas publicas ou privadas da comunidade, a fim de que a instituição cumpra o seu objetivo de ser uma instituição com responsabilidade social.

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sábado, 13 de abril de 2013

Emancipação de Barro Duro


Está mercado para o próximo dia 07, uma comissão barrodurense, que vai novamente a Brasília, para o movimento nacional de emancipações de novos distritos.  O Brasil pode ganhar pelo menos 619 novas cidades, segundo levantamento do G1, se o Congresso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 13, que devolve aos estados a competência para legislar sobre a criação e emancipação de municípios. De acordo com o levantamento, resultado de consulta às assembleias legislativas, Rio Grande do Sul (124), Bahia (112), Maranhão (101), São Paulo (54), Mato Grosso (45), Ceará (34), Pará (26), Goiás (22), Amazonas (18), Espírito Santo (15), Pernambuco (12) e Santa Catarina (11) estão entre os estados com mais áreas que pretendem se emancipar dos municípios às quais pertencem.
 O número de projetos nos estados pode ser ainda maior, já que algumas assembleias não contabilizam os pedidos de emancipação, como no caso do Legislativo mineiro.
Até 1996, os estados podiam legislar sobre as emancipações municipais, mas a prerrogativa foi retirada pela emenda constitucional 15/96, que buscou frear o "boom" de novos municípios verificado nos primeiros anos da década de 90.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil contava com 4.491 municípios em 1990, contra 5.507 em 1997 (aumento de 22,62% no período).
 Desde 1997, surgiram no país outros 57 municípios, de acordo com o IBGE. Para a Associação Gaúcha de Áreas Emancipadas e Anexadas (Agaea), após a aprovação da emenda constitucional 15/96, apenas 25 municípios foram criados. Os demais (a diferença em relação ao número do IBGE) já tinham conseguido o direito, mas tiveram a emancipação oficializada depois de 1996. Para o presidente da Agaea, Ederaldo de Araújo, a emancipação melhora a autoestima do cidadão. "Ele vai ter o poder público administrativo mais próximo dele, e o atendimento público (saúde, educação) vai melhorar. Além disso, a emancipação evita o êxodo rural", disse Araújo.
O senador Sérgio Zambiasi (PTB/RS), que apresentou a PEC 13/2003, disse ao G1 que objetivo é encontrar instrumentos legais que impeçam abusos. "Não queremos que a lei vire instrumento da farra, pois, com isso, nós não concordamos".
Para o senador gaúcho, quando se fala em 500 ou mais novos municípios, o número acaba assustando. "No caso de 500 emancipações, isso implicaria 500 novos prefeitos, 500 vice-prefeitos e mais de 4 mil vereadores. Se você passar a considerar esse orçamento todo, eu diria que nem passa", afirmou.
Porém, Zambiasi destaca que a PEC determina critérios mínimos para a emancipação. Por exemplo, a área que desejar se emancipar deverá ter uma população superior a 3 mil habitantes (Norte e Centro-Oeste) e 4 mil para as demais regiões do país.
Tramitação – De acordo com o senador do PTB gaúcho, "a proposta já passou por todas as comissões no Senado e estava em condições de ser votada pelo plenário do Senado. Porém o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou três requerimentos".
O petista apresentou requerimentos aos ministérios da Fazenda, da Integração Nacional e das Cidades acerca dos possíveis impactos nas finanças públicas, no desenvolvimento regional e nacional e na gestão dos serviços públicos, respectivamente. "Essas informações que eu solicitei às três áreas dos ministérios podem nos dar mais elementos para a decisão, ou mesmo colocar alguns critérios adicionais que possam justificar mais adequadamente a criação de novos municípios", afirmou Suplicy, em entrevista ao G1.
 Segundo Suplicy, "é preciso avaliar se a criação de novos municípios ou desmembramentos de municípios representa de fato uma melhoria de bem-estar para a população das novas áreas criadas e também para as já existentes".
O senador gaúcho evitou fazer uma previsão sobre quando a PEC irá a plenário no Senado. "Havia uma expectativa de que fosse votada em março ou mais tardar em abril, mas, a partir desses três requerimentos do Suplicy, vamos ter que aguardar", afirmou.
Zambiasi defende a emancipação como ferramenta de desenvolvimento regional. "Sem nenhuma dúvida, os estados mais desenvolvidos, com maior PIB e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), são aqueles que têm mais municípios", disse o senador.
Atualmente, o país conta com 5.565 cidades e pode ultrapassar os 6 mil com a aprovação da PEC nº 13, já que, segundo a União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), há muitas comunidades em condições de se tornarem independentes. "As assembleias estão mais próximas dos municípios e têm melhores condições de analisar um pedido de emancipação do que a Câmara. A criação de municípios traz mais benefícios do que prejuízos", disse o deputado estadual e presidente da Unale, Liberman Moreno (PHS-AM).
"Nos estados do Norte, em especial o Amazonas, há necessidade de desenvolvimento das comunidades do interior. Os municípios-mãe são muito grandes e não têm condições de atender às necessidades da população. A consequência disso é o êxodo rural", acrescentou Liberman.
Contrário à PEC – O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) é contra a aprovação da PEC 13/03. "Eu já fui governador de estado e verifiquei que, em determinados casos, há irresponsabilidade na criação de novos municípios", disse o tucano ao G1.
Na avaliação do senador do Paraná, a emancipação pode trazer muitos prejuízos para o município-mãe. "Há casos em que o município novo criado leva vantagem, mas o prejuízo é do município matriz, que diminui sua receita, mas sem diminuir sua despesa", afirmou Dias.
O senador tucano teme que possa ocorrer um "boom" de emancipações no país se a PEC 13/03 for aprovada. "Eu temo que cresça muito o número de municípios. Como consequência, o número maior de prefeitos e de vereadores vai aumentar a despesa pública sem necessidade".
Álvaro Dias também defendeu a atual legislação, em que a competência para criar novos municípios é do Congresso. "As exigências atualmente estabelecidas são suficientes para conter um pouco o processo irresponsável de criação de municípios", disse ele ao G1.
FONTE: André Luís Nery, G1.

quarta-feira, 27 de março de 2013

A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS


O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que p
ara os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida). Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria. Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
OVOS DE PÁSCOA - De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças. Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas. Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos. A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma. A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
COELHO - Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
CORDEIRO - O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro. Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
CÍRIO PASCAL - É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos". Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal. O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
PÃO E VINHO - O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós. Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro. Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus. A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura". A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade. Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
QUARESMA - Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

Fontes:
[1] Baseado na Coleção Descobrindo a Páscoa, Edições Chocolate.
[2] A vitória da Páscoa, Georges Chevrot, Editora Quadrante, São Paulo, 2002
[3] Vida Eucarística, José Manuel Iglesias, Editora Quadrante, São Paulo, 2005

quarta-feira, 20 de março de 2013

Educação Brasileira

A maior dificuldade de se ter um ensino de qualidade nas escolas públicas é, sem dúvida, a fragmentação da gestão pública na educação. É o município sendo responsável, que muitos não o são, do ensino fundamental, o estado cuida muito mal do médio e o ensino superior abandonado. Nos institutos federais sobram recursos para qualquer setor, enquanto que as escolas municipais e estaduais pagam muito mal para os professores e não têm condições de financiamento para se desenvolver um ensino de qualidade. Está na hora de pensar na unidade da educação. Pois, o país é só um, BRASIL. Do contrario, o Brasil continuará com péssimos resultados na qualidade do ensino. Como pode um professor federal ter um salário de 4 a 5 mil reais, enquanto que um municipal ou estadual recebem em média 1,5 mil e quinhentos reais. Como pode haver tanta diferença salarial na mesma profissão? Acorda BRASIL, antes que seja tarde. (Sandro Norberto da Silva Pereira)

terça-feira, 19 de março de 2013

A existência da corrupção em atos cotidianos, para além das notícias sobre políticos corruptos veiculadas com frequência na mídia


No Brasil é muito comum associarmos a corrupção aos políticos: deputados, senadores, vereadores, prefeitos etc. Não é à toa, afinal de contas quase todos os dias os jornais e a TV apresentam denúncias do uso de recursos públicos e verbas para o favorecimento pessoal. Segundo a organização Transparência Internacional, o Brasil é o 73º país mais corrupto do mundo. O mais curioso é que, apesar da percepção generalizada sobre o problema, à discussão sobre as causas e as possíveis soluções ainda é insuficiente ou superficial. E muito pouco se fala sobre atos cotidianos que também podem ser considerados corruptos como sonegar imposto ou dar uma gorjeta para o garçom esperando sentar na melhor mesa do restaurante, pagar o "flanelinha", parar o carro em local específico para deficientes, dar propina para conseguir contratos com governo ou desviar verbas públicas para benefícios individuais, etc.
A palavra corrupção remete à ruptura, que pode significar o rompimento ou desvio de um código de conduta. Com isso, compreender melhor o conceito é analisar a diferença entre a corrupção aceitável e a não aceitável socialmente.
O que é corrupção? De acordo com a ONG Transparência Internacional, a corrupção pode ser definida como "o abuso de poder político para fins privados". Essa é a definição mais aceita e conhecida do termo e pode ser aplicada à maior parte das notícias sobre a corrupção que vemos diariamente. Trata-se, no entanto, de uma definição muito ampla: infelizmente, ela não qualifica os indivíduos envolvidos e suas respectivas responsabilidades. A final, o que é necessário para que um ato seja classificado como "corrupção"? Quem são as pessoas envolvidas?
Sociológicos e cientistas políticos já propuseram diversas tipologias para os atos de corrupção e para identificar as pessoas e organizações envolvidas. Para o cientista social italiano Diego Gambetta um ato de corrupção é caracterizado pela presença de, no mínimo, três tipos de atores sociais distintos: o corruptor, o representante e os representados. Os representados são os cidadãos que possuem direitos e deveres, ou que acessam determinados serviços públicos, como qualquer outra pessoa e de acordo com as leis vigentes; o representante é o funcionário público ou detentor de cargo político, o qual compete certos comportamentos que são ignorados ou alterados nos casos de corrupção; por fim, o corruptor, é o cidadão que interfere em um processo democrático ou burocrático rotineiro, para obter alguma vantagem por meio de alguma espécie de acordo com o representante. Nesse jogo de favorecimento mútuo entre o corruptor e o representante (por definição, um funcionário público ou um detentor de cargo eletivo corrupto) quem sai perdendo são sempre os demais representados - os cidadãos, contribuintes ou consumidores - que vivem a vida cotidiana de acordo com as leis vigentes.
A relação entre o representante e o corruptor pode assumir diversas formas: em uma versão mais branda implica no representante público agindo de maneira a favorecer o corruptor sem necessariamente subverter suas funções no Estado (como, digamos, "acelerando" a emissão de um documento em troca de favores diversos ou vantagens monetárias); em suas formas mais radicais, a corrupção é caracterizada pelo representante excedendo suas funções normais em troca de favores como no de um prefeito usando sua influência política para favorecer um empresário em uma licitação. Seja qual for a forma de corrupção analisada, convém salientar que normalmente esses atos não são cometidos por apenas um tipo de pessoa: o desvio de comportamento do representante público está, na maioria das vezes, relacionado com os esforços de uma pessoa para obter benefícios de forma distinta dos demais cidadãos de sua cidade, estado ou nação. Ou seja: normalmente, o ato de corrupção apresenta-se como uma ação entre dois tipos de atores sociais, de forma a utilizar o sistema de forma atípica ou ilegal, para obter vantagens particulares. Portanto, a corrupção é a ação conjunta de representantes públicos e corruptores para obter vantagens (econômicas ou não) para ambos os envolvidos, em detrimento dos direitos dos demais cidadãos e o funcionamento normal de alguma instituição ou órgão público.
De onde vem à corrupção? A partir do pensamento do sociólogo alemão Max Weber, a corrupção poderia ser associada ao fenômeno do patrimonialismo. O termo remete às formas de governo de sociedades antigas ou tradicionais, onde não há distinção ou limites entre público e privado. Nesses casos (normalmente descritos como autocracias ou oligarquias), os bens públicos são considerados como propriedades dos governantes ou de determinadas classes sociais, sendo utilizados e explorados conforme os interesses das lideranças estabelecidas. Nas sociedades modernas esse fenômeno estaria em decadência, por conta dos processos de racionalização, otimização e impessoalidade decorrentes entre outros fatores da burocracia. Assim, os governos atuais deveriam ser em tese, "burocráticos e impessoais". E os servidores públicos se comportariam de maneira profissional e isenta e os cidadãos seriam tratados de forma igual e indiscriminada. A presença de formas diversas de patrimonialismo indicaria, portanto, que uma sociedade ainda carrega em si traços de formas mais antigas e menos racionais de governo.
No Brasil, a corrupção teria suas origens ou poderia ter sido intensificada pelas características de nossa própria história política. A corte portuguesa, por exemplo, quando transferida para o Brasil com a v inda de D. João V I em 1 808, era caracterizada por diversas relações de favorecimento e compromissos entre os nobres e a burocracia estatal que os acompanhavam.
Segundo pensadores como Raimundo Faoro, as relações de patrimonialismo, clientelismo e nepotismo daquela época tornaram-se intrinsecamente vinculadas às práticas políticas do Brasil atual. Sendo assim, as práticas políticas daqui seriam antiquadas e estariam longe de um estágio mais moderno e racional.
Os atos corruptos divulgados nas notícias. Será que essa é uma exclusividade dos políticos? No dia a dia, quando alguém burla regras ou até leis para obter alguma vantagem isso também é corrupção?
Nesses casos, a motivação do cidadão comum é a mesma do político? E as justificativas? Podemos dizer que as pessoas também são motivadas por uma herança que misturava público e privado? A desorganização de algumas instituições públicas, o excesso de burocracia e a lentidão da justiça justificam atos corruptos dos cidadãos?
Quais as possíveis soluções para evitar a má prática. Quais as justificativas para atitudes corruptas tomadas no dia a dia.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Brasil é líder em Redes Sociais


O Brasil é um dos países com internautas mais ativos do mundo. A novidade agora é que os brasileiros são os líderes em redes sociais: impressionantes 87,6% dos usuários estão em sites do tipo, segundo dados do emarketer, especializado em inteligência digital.
A pesquisa também revelou que cerca de 1,2 bilhão de pessoas ao redor do mundo usam redes sociais ao menos uma vez por mês, com base em dezembro de 2011. Isso significa um crescimento de 23,1% em relação a 2010.
Já o crescimento mais notável no período, individualmente, foi o da Índia, que teve 51,7% mais internautas, seguida pela Indonésia (51,6%).
E é justamente a Indonésia que segue logo atrás do Brasil no ranking de redes sociais, seguindo na segunda posição bem de perto, com 87,5% de seus habitantes em redes sociais.
Fonte: R7 Notícias – http://noticias.r7.com/

domingo, 3 de março de 2013

Câmara de Vereadores de Tutóia muda dia de sessão e não apresenta nada de novo para nova legislatura


Os trabalhos da legislatura Tutoiense 2013-2016 tem seu início marcado por proposição de um projeto e requerimentos feitos por 3 vereadores, na sessão desta segunda (26) à noite, primeira sessão ordinária, com discussões feitas por poucos (com destaque para os de oposição Zé Orlando e Cristian Noronha) e muitos calados (da base aliada do governo).
A Câmara, apesar da ampliação do número de vereadores (passando de 9 para 13), não mudou nada: o sistema de som é precário e deficiente, a estrutura física da Casa não atende a demanda que se propõe a assistir às sessões, como na noite de ontem que contava com um número significativo de trabalhadores rurais e representantes de associações do município presentes para acompanhar a proposta do projeto de lei assinado pelos vereadores Cristian Noronha e Zé Orlando onde prevê que se destine 3% do FPM para um fundo de ajuda aos trabalhadores rurais e que segundo Cristian deve "ser administrado por uma comissão composta pelo executivo, legislativo e os trabalhadores (...) o objetivo é a aquisição de insumos e máquinas para ajudar os trabalhadores rurais". Para Zé Orlando "é uma forma de legalizar a garantia do direito ao trabalhador rural, aos pescadores e aos pastoris".
Se compararmos com a nossa vizinha Paulino Neves, a Câmara de lá tem um microfone por vereador, um sistema de som bom, e um espaço maior na galeria.
Indagamos sobre ampliação da Casa, o Presidente Alexandre Baquil (sobrinho do prefeito) nos falou que há apenas o pensamento de ampliação, mas não adiantou datas, prazos, licitação.

Presentes:
Todos os 13 vereadores (9 novos e 4 reeleitos)

A pauta do dia:
Votação das comissões
Proposição do projeto citado

Discussões na sessão
Iniciou-se às 18:55h e encerrou às 22:20h.
Apenas os vereadores Nilson, Zé Orlando, Binha, Cristian e Paulinho usaram o espaço para fala, os outros participaram apenas da votação das comissões. Será que vamos ter uma Câmara calada ao longo dessa legislatura, com exceção das discussões encabeçadas pela oposição de quase um homem só (ou dois)?

Paulo Roberto apresentou requerimento verbal de nomeação e numeração de ruas da cidade para votar na próxima sessão.
Zé Orlando propôs a realização de duas sessões pela Casa, mas sete se opuseram a essa proposta. Ficando apenas votado à mudança de dia e de horário das sessões: muda de segunda às 18:30h (preconizado no art. 103 do Regimento Interno da Casa) para às quartas-feiras às 15:00h.
Será que os vereadores que se opuseram a essa proposta (de Zé Orlando) entendem dois dias de sessões como sendo muito pra eles?
Houve ainda discussões com um nível avançado entre o presidente da Câmara e Zé Orlando que a nosso ver muitos vereadores ficaram "voando" nessa discussão.
A Comissão de Esporte, Saúde e Educação tem a professora Maria do Carmo como presidente, BINHA como relator e Cristian Noronha como Membro.
ENILSON colocou para pauta da próxima sessão discutir o projeto de lei que cria o PROCON municipal que já foi aprovado na legislatura passada: se foi sancionado ou vetado pelo prefeito. E finalizando Zé Orlando requereu a regularização imediata da iluminação pública em todo o município. Que é deficiente.
Do BLOG TUTOIA RUGENTE

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quem vende seu voto não vale o dinheiro que recebe



Do blog do Yuri Gomes

Quem viveu a ditadura militar sabe bem o quanto o povo brasileiro teve que se sacrificar e lutar para ter o direito de votar. Muitos tiveram que sair do Brasil, outros foram presos torturados e mortos lutando pela liberdade e pelo direito de escolher seus governantes.
  
É muito triste ver hoje em dia um brasileiro vendendo o seu voto em troca de migalhas e promessas de empregos, promessas estas que na maioria das vezes não passam de mentiras e estelionato eleitoral.

Quando você vende seu voto, você trai a todos os que se sacrificaram, muitas vezes perdendo a própria vida para que você tivesse o direito de votar, e principalmente, você trai a si mesmo, toda a sua família, a sua cidade e o seu país.

O máximo que você vai ganhar se ganhar, vai ser um contrato de emprego ilegal e temporário e você vai viver sempre com medo de ficar desempregado a cada eleição, e no fim quando você finalmente for demitido vai sair com uma mão na frente e outra atrás, pois você não terá direito à indenização.

O dinheiro que você ganhar vendendo o seu voto não vai durar um dia e você terá 1460 dias para se lamentar e se arrepender. Depois não vai adiantar ir à rádio reclamar que não tem água, emprego, atendimento médico, segurança e educação de qualidade.

O político que comprou o seu voto não lhe deve nada, ele comprou e pagou pelo mandato, não lhe deve nem favor e é claro, vai cobrar com juros de agiota o dinheiro que pagou a você.